Imagine ter a possibilidade de “pausar o relógio biológico” e guardar a chance de engravidar para o momento certo. Essa é a promessa da criopreservação de óvulos, que vem se tornando cada vez mais popular entre mulheres que querem postergar a maternidade por motivos pessoais ou médicos.
A criopreservação consiste em coletar óvulos maduros, congelá-los e armazená-los em condições controladas por tempo indeterminado.
Essa técnica oferece flexibilidade reprodutiva, permitindo que a mulher retome o tratamento de fertilização in vitro (FIV) quando estiver pronta.
“Saber que meus óvulos estavam preservados me deu tranquilidade para focar na carreira sem perder a chance de ser mãe.” — Ana, 34 anos
Referência: Cobo et al., 2022, Human Reproduction.
• Óvulos congelados: preserva a possibilidade de fertilizar no futuro, escolhendo o espermatozoide na hora certa.
• Embriões congelados: óvulo já fertilizado; pronto para transferência, mas menos flexível caso o parceiro mude ou não haja parceiro no momento.
Ambas as opções têm taxas de sucesso similares, mas a escolha depende do planejamento familiar e das condições individuais.
A criopreservação utiliza tecnologia de vitrificação, que congela rapidamente os óvulos, evitando a formação de cristais de gelo que poderiam danificar sua estrutura.
Com isso, os óvulos mantêm sua qualidade praticamente intacta por tempo indeterminado, mesmo após anos de armazenamento.
Referência: Rienzi et al., 2017, Fertility and Sterility.
A idade é o fator mais importante na qualidade dos óvulos. Recomenda-se:
• Até 34 anos: melhores taxas de fertilização e gravidez futura.
• 35–37 anos: ainda viável, mas as chances diminuem gradualmente.
• Acima de 38 anos: possível, mas requer mais óvulos e avaliação individualizada.
“Decidi congelar meus óvulos aos 33 anos, antes de pensar em engravidar. Foi a decisão que me deu segurança para o futuro.” — Camila, 33 anos
As chances de engravidar usando óvulos congelados dependem da idade da mulher no momento da coleta:
• Mulheres que desejam postergar a maternidade por motivos pessoais ou profissionais.
• Pacientes que passarão por tratamentos oncológicos ou outros procedimentos que possam afetar a fertilidade.
• Mulheres com baixa reserva ovariana ou fatores genéticos que impactem a qualidade dos óvulos.
Não. A resposta depende de idade, saúde reprodutiva e histórico médico.
Sim. Um óvulo coletado aos 30 anos mantém chances melhores, mesmo que a gravidez ocorra anos depois.
Não. É necessário fertilizar o óvulo, gerar embrião e realizar transferência, com taxas que variam conforme idade e qualidade.
Congelar óvulos oferece tranquilidade e autonomia, mas é importante conversar com um especialista para avaliar quantos óvulos coletar, custos e expectativas realistas.
Referências:
• Cobo et al., 2022, Human Reproduction, “Oocyte cryopreservation: Current perspectives”.
• Rienzi et al., 2017, Fertility and Sterility, “Vitrification of human oocytes: A review”.
• ASRM, 2023 – “Fertility Preservation: Oocyte Cryopreservation”.